Prefeitura cadastra moinhos de casas de farinha em projeto do Iepha

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A Prefeitura de Águas Vermelhas, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, realizou o cadastramento de casas de farinha do município no projeto “Inventário da Cultura Alimentar Relacionada às Farinhas de Milho e Mandioca em Minas Gerais”, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha- MG). Foram cadastrados um total de oito espaços, cujo levantamento foi realizado por meio de entrevistas e preenchimento de formulários.

Lançado em outubro de 2019, o projeto do Iepha tem como objetivo identificar e inventariar os locais de produção, produtos e produtores de farinha de milho e de mandioca que são bases da alimentação de grande parte dos mineiros.

A importância da atividade nas culturas regionais motivou o instituto a iniciar a pesquisa para identificar os moinhos de milho e as casas de farinha como patrimônio cultural. Na primeira etapa do projeto, houve a realização de um cadastro dos produtores dos alimentos do Estado. Ao final do estudo, serão propostas medidas de proteção e salvaguarda desses bens culturais.

Farinhas e a cultura alimentar na cozinha mineira

O hábito de se alimentar é associado a uma série de valores sociais, culturais e simbólicos, onde estão presentes elementos como as etapas de produção, o plantio, a preparação, o consumo e o descarte. Em Minas Gerais, as farinhas de mandioca e de milho são bases da alimentação de muitos indivíduos e estão enraizadas na maioria das receitas típicas do estado.

Moinhos de Milho e Casas de Farinhas

Os locais de produção dessas farinhas ainda são as principais fontes de renda de muitas famílias e comunidades, funcionando como espaço de sociabilidade de pessoas que trabalham e utilizam os espaços coletivamente.

A importância dessa tradição, associada a estudos já realizados, motivou o Iepha a iniciar as pesquisas, em parceria com Prefeituras e pesquisadores, para identificar os moinhos de milho e as casas de farinha, como patrimônio cultural de Minas Gerais. O inventário é um importante mecanismo de proteção e valorização de comunidades tradicionais e incita a promoção de um debate sobre as políticas de proteção do patrimônio cultural mineiro na sociedade.

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