CAPS realiza evento em comemoração ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial

0

O dia 18 de maio marca, no Brasil, o Dia Nacional da Luta Antimanicomial. A data foi instaurada no final da década de 80 durante um congresso de trabalhadores de saúde mental, e deu visibilidade ao movimento, inaugurando uma nova trajetória da proposta de reforma psiquiátrica brasileira.

Com o objetivo de destacar a importância desse combate, a Secretaria Municipal de Saúde, através do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), realizou, no último dia (16), um evento em comemoração ao dia nacional da luta antimanicomial.  A ação ocorreu com apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social e contou com palestra, recital, apresentações musicais, encenação teatral e exposição de artesanatos produzidos pelos próprios pacientes.  Segundo a coordenadora do CAPS, Joyce Evangelista, a parceira entre as secretarias se deu porque “notamos que quando integramos outras redes dentro da nossa, vemos um resultado melhor, uma vez que os nossos pacientes, que têm transtorno mental, precisam se socializar e, assim, percebemos um melhor resultado no tratamento deles”, afirma.

A atividade começou com uma caminhada em prol da luta, percorrendo as ruas com destino à praça central. Em seguida, ocorreu uma palestra com a psicóloga do Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF), Marina Sales, onde foi abordada a importância do movimento antimanicomial no Brasil. Houve, também, uma encenação feita pelos jovens do Núcleo de Cidadania dos Adolescentes (NUCA), que fez referência ao Hospital Colônia, localizado em Barbacena, conhecido pelos maus tratos aos pacientes na década de setenta. “Queremos fechar os manicômios porque não vemos bons resultados ou uma melhoria no quadro psíquico por conta dos maus tratos”, reitera a coordenadora.

O paciente Edilvo Bezerra (32) afirma em seu poema recitado durante o evento que, após o início do seu tratamento no CAPS, ele se tornou uma pessoa melhor, capaz de ver um mundo diferente, se sente liberto e feliz. Para Joyce, esse tipo de atividade cultural é fundamental para os pacientes com transtornos sociais, uma vez que desenvolvem a capacidade de relacionamento interpessoal. “Quando a gente promove uma ação externa percebemos que o comportamento dos pacientes melhora muito porque uma das metas do CAPS é a reintegração social. Promovemos atividades que além da socialização, promovem o desenvolvimento cognitivo e mental dos pacientes”, conclui.

Compartilhar:

Os comentários estão fechados.


Acessibilidade
Acessibilidade